domingo, 13 de novembro de 2011

DICA SUPER 8

O Enigma de Kaspar Hauser – WERNER HERZOG
O filme, "O Enigma de Kaspar Hauser" do renomado diretor Werner Herzog, conta a história real de um rapaz, que fora mantido em cativeiro há supostamente quinze anos. Encontrado numa Praça em Nuremberg, Alemanha, com apenas uma carta na mão, destinada ao capitão da cidade, contando parte de sua historia, um livro de orações, um terço com cruz de ferro e um punhado de ouro em pó, que indicavam que provavelmente pertencia a uma família da nobreza.
Aprendeu a falar, a ler e a se comportar, e a sua fama correu a Europa, tendo ficado conhecido à época, como o "filho da Europa". Obteve um desenvolvimento do lado direito do cérebro notoriamente maior que o do esquerdo, o que teoricamente lhe proporcionou avanços consideráveis no campo da música.
Um brilhante filme para se intender os aspectos psicologicos do ser humano diante da educação social, entre questões emocionais, religiosas e politicas.

domingo, 2 de outubro de 2011

Cinema Contemporâneo - O Cinema 3D


FILME EM 3D
A onda de filmes em 3D, formato no qual Hollywood conseguiu nos últimos tempos recuperar rentabilidade, pode não durar muito tempo. Segundo um estudo de L. Mark Carrier da Universidade Estadual da Califórnia, os filmes em 3D não apresentam vantagem alguma ante os concorrentes 2D, em termos de intensidade emocional.
O pesquisador também notou prejuízos: os espectadores multiplicam por três vezes suas chances de sofrer de vista cansada, dor de cabeça ou problemas de visão.
Fonte: Revista PLANETA - OUT/2011 pag. 23
O CINEMA 3D
O Projeto Hitchcock já entrou na década de 50, um período em que a televisão se popularizou nos Estados Unidos. Como esse novo meio de comunicação transmitia filmes gratuitamente, as pessoas simplesmente pararam de ir ao cinema. Então, para não falirem, os estúdios passaram a produzir filmes bastante atrativos, com recursos que a pequena tela da TV não poderia oferecer. Um deles é a criação de filmes em escala épica, que exigia uma tela maior do que a que existia até então. Nascia o formato anamórfico (o widescreen), que foi popularizado principalmente pela tecnologia CinemaScope, dos estúdios Fox. Outro truque, que teve vida curta mas foi importantíssimo para o cinema, foi o 3D. Vale lembrar que a técnica de hoje é pouco diferente desta dos anos 50. Os filmes em três dimensões eram muito complicados de se projetar e os óculos da época davam dor de cabeça aos espectadores, o que acelerou o seu declínio. Foi já nessa última fase que Disque M Para Matar, de Hitchcock, foi lançado. Concebido em três dimensões, quase nenhum cinema optou por exibi-lo nesse formato.

1.     Anamórfico
Palavra de origem grega (an + morphé) que significa sem forma ou deformado. O termo ficou primeiro ligado ao cinema com a criação das lentes
CinemaScope, que permitiram a apresentação de uma imagem duas vezes mais larga, usando a área de um negativo convencional. A imagem captada apresenta-se distorcida no negativo, mas é expandida para as proporções naturais no ecrã de cinema, por uma lente colocada no projector com efeito inverso.
Quando falamos de DVDs, "anamórfico" tem o mesmo significado de "optimizado para televisores 16:9", mas usam-se as mais diversas expressões para querer significar o mesmo. O princípio é o mesmo acima exposto, visando-se agora permitir a expansão de uma imagem base 4:3 numa TV 16:9, sem perda de linhas de resolução. Um DVD que não é anamórfico tem de ser ampliado numa TV 16:9 com consequente perda de definição.
Critica SUPER 8
CINEMA 3D
A arte de fazer cinema é indiscutivelmente fantástica. Desde a ideia, pré-produção, produção e pós-produção de uma curta metragem, filme, documentário, até seu lançamento. O objetivo entre tudo é cativar ao publico, seja ele pré-definido ou não.
O cinema 3D volta com este mesmo intuito, atrair publico para as salas de cinema, até então quase vazias. O publico vê esta tecnologia não como especial, mas como um atrativo diferenciado. “O cinema 3D é uma revolução que vai mudar radicalmente a indústria do cinema nas próximas décadas. Mas ainda está na infância. Não devemos considerar o filme em 3D algo especial”. Disse James Cameron em entrevista para o jornal do Estado de São Paulo (ESTADÃO) á Ethevaldo Siqueira, jornalista.
As produtoras hollywoodianas estão investindo nesta tecnologia, para a retomada de um publico que vive em constante desenvolvimento tecnológico. O cinema como meio atrativo também não poderia escapar desta mudança, a proposito de alavancar a exibição cinematográfica, diante da ascensão tecnológica.
Concluindo, creio que o cinema 3D, nada mais, nada menos veio para tentar aumentar o escasso publico nas salas de cinema. Talvez este atrativo não dure tanto tempo, como diz o pesquisador L. Mark Carrier, por fatores oftalmológicos e neurológicos. Mas que seja bom enquanto dure.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

EXPRESSIONISMO


Expressionismo Alemão
Republica de Weimar, 1920. Dois anos depois de perder a Primeira Guerra Mundial, que receberia, por suas dimensões catastróficas, o título  de “a guerra para acabar com todas as guerras”, o povo alemão horrorizava novamente o mundo, desta vez com um mundo. Era O Gabinete do Dr. Caligari, de Robert Wiene, 1920. Com enredo de pesadelo e com os cenários mais bizarros criados até então, tornou-se imediatamente um clássico, recolocou o pais no circuito cultural internacional e provocou discussões a respeito das possibilidades artísticas e expressivas do cinema.
O filme indicou novas relaçoes entre filmes e artes graficas, ator e representação, imagem e narrativa. Seu conceito revolucionário surpreendeu e atraiu o publico intelectual que até então raramente havia dado atenção ao cinema, e a curiosidade gerada em trono dele ajudou a reabrir o mercado externo cinematografico que estava fechado para a Alemanha desde o começo da guerra.
EXPRESSIONISMO: DEFINIÇÃO ARTISTICA
Como define o historiador da arte, Roger Cardinal, o signo expressionista, ressaltando as experiências emocionais do artista sob formas excepcionalmente vigorosas,” convida o espectador a experimentar um contato direto com o sentimento gerador da obra.
Para Cardinal , o impulso criativo da arte expressionista origina-se de um compromisso como o primário da verdade individual, pois encara a subjetividade como comprovação daquilo que é real. Esse compromisso, aponta o autor, é o dogma central de uma corrente de pensamento filosófico originária do pré romantismo alemão do final do século XVIII conhecida como Sturm und Drang (tempestade e ímpeto).
O EXPRESSIONISMO NO CINEMA
No pós guerra prevaleceria a convicção de que os mercados externos só poderiam ser conquistados por produçoes de alto nivel artistico e, assim, a indústria de cinema alemã estava ansiosa para fazer experiências no campo do entretenimento esteticamente qualificado. Nesse contexto a ligação entre, O Gabinete do Dr. Caligari e a arte expressionista não parece ter sido motivada apenas pela sensibilidade artisticas de seus criadores. O filme trazia uma história de loucura e morte vivida por personagens desligados da realidade e cujos sentimentos apareciam traduzidos em um drama plastico repleto de simbologias macabras. Com isso ligava-se as experiencias da vanguarda no teatro e na pintura, mas Caligari se relacionava, igualmente com os filmes fantasticos realizados no pais antes da guerra e com popularíssimo genero de filmes de detetive, oque indica a preocupação comercial de seus realizadores.

Texto: Trechos do livro "A História do Cinema Mundial" de Fernando Mascarello
  • EXPRESSIONISMO
Download do filme. Blog Laranja Psicodélica

sábado, 3 de setembro de 2011

O CINEMA EXPERIMENTAL



O Cinema Experimental de Mario Peixoto, Limite (1930).
Filme experimental ou cinema experimental é um termo que abrange diversos estilos cinematográficos que têm em comum o fato de se diferenciar, e muitas vezes de se opôr, às práticas e ao estilo de cinema dito comercial ou industrial.
O cinema experimental ou cinema de vanguarda veio como uma mescla de caracteres artisticos visuais. Em 1930 com o mitologico filme Limite, Mario Peixoto introduziu de maneira brilhante uma linguagem pessual e diferenciada sobre cinema.
O filme se caracteriza experimental por sua idéia controversia ao cinema industrial, as grandes produçoes, e por sua maneira de dialogar com o espectador. Construindo a dialética atravez da imagética.
Godard e Eisenstein tambem deixaram seu legado com seus experimentos na linguagem cinematografica.
No filme de Mario Peixoto, Limite (1930) pode se ver o experimentalismo como um todo, dando vida e outra visão sobre os personagens. A forma que cada plano significa as atitudes e aspectos emocionais, nos colocam numa intrigante reflexão, sobre a morte interior.
O que mais chama a atenção no filme de Mario Peixoto são seus enquadramentos audaciosos, tortuosos e expressivos assim como a iluminação, muitas vezes estourada.
Cabe tambem salientar que se trata de cinema mudo. O que não vem a ser um poblema. O filme tem uma trilha fantastica que ajuda brilhantemente na construção da história contada.

domingo, 28 de agosto de 2011

O HOMEM DO FUTURO

HOMEM DO FUTURO - PRÉ ESTRÉIA DIA 27/08
O Homem do Futuro é mais uma grande produção cinematográfica realizada pelo diretor Claudio Torres. Uma comédia romântica envolvente com cenas e efeitos fantásticos.
Uma história bem construída e desenvolvida, os efeitos especiais nas cenas com elipse do futuro do personagem para seu passado foram fantásticos. Alem do excelente trabalho da direção de arte e figurino, que conduzem o passado e futuro de maneira clara.
Um filme engraçado em partes e com um teor filosófico, que nos leva a pensar se realmente valeria à pena voltar atrás e consertar erros, evitar confusões e ter uma segunda chance para resolução de nossos problemas.
Vale ressaltar a brilhante atuação do ator Wagner Moura e da atriz Alinne Moraes.
Uma frase que muito tem a ver com a história do filme, escrita pelo entaum escritor que inspirou a obra cinematografica "NOSSO LAR" do diretor, Caludio Torres. Diz o seguinte:

 “Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim.” Frase de Chico Xavier.