A onda de filmes em 3D, formato no qual Hollywood conseguiu nos últimos tempos recuperar rentabilidade, pode não durar muito tempo. Segundo um estudo de L. Mark Carrier da Universidade Estadual da Califórnia, os filmes em 3D não apresentam vantagem alguma ante os concorrentes 2D, em termos de intensidade emocional.
O pesquisador também notou prejuízos: os espectadores multiplicam por três vezes suas chances de sofrer de vista cansada, dor de cabeça ou problemas de visão.
Fonte: Revista PLANETA - OUT/2011 pag. 23
O CINEMA 3D
O Projeto Hitchcock já entrou na década de 50, um período em que a televisão se popularizou nos Estados Unidos. Como esse novo meio de comunicação transmitia filmes gratuitamente, as pessoas simplesmente pararam de ir ao cinema. Então, para não falirem, os estúdios passaram a produzir filmes bastante atrativos, com recursos que a pequena tela da TV não poderia oferecer. Um deles é a criação de filmes em escala épica, que exigia uma tela maior do que a que existia até então. Nascia o formato anamórfico (o widescreen), que foi popularizado principalmente pela tecnologia CinemaScope, dos estúdios Fox. Outro truque, que teve vida curta mas foi importantíssimo para o cinema, foi o 3D. Vale lembrar que a técnica de hoje é pouco diferente desta dos anos 50. Os filmes em três dimensões eram muito complicados de se projetar e os óculos da época davam dor de cabeça aos espectadores, o que acelerou o seu declínio. Foi já nessa última fase que Disque M Para Matar, de Hitchcock, foi lançado. Concebido em três dimensões, quase nenhum cinema optou por exibi-lo nesse formato.
1. Anamórfico
Palavra de origem grega (an + morphé) que significa sem forma ou deformado. O termo ficou primeiro ligado ao cinema com a criação das lentes CinemaScope, que permitiram a apresentação de uma imagem duas vezes mais larga, usando a área de um negativo convencional. A imagem captada apresenta-se distorcida no negativo, mas é expandida para as proporções naturais no ecrã de cinema, por uma lente colocada no projector com efeito inverso. Quando falamos de DVDs, "anamórfico" tem o mesmo significado de "optimizado para televisores 16:9", mas usam-se as mais diversas expressões para querer significar o mesmo. O princípio é o mesmo acima exposto, visando-se agora permitir a expansão de uma imagem base 4:3 numa TV 16:9, sem perda de linhas de resolução. Um DVD que não é anamórfico tem de ser ampliado numa TV 16:9 com consequente perda de definição.
Critica SUPER 8
CINEMA 3D
A arte de fazer cinema é indiscutivelmente fantástica. Desde a ideia, pré-produção, produção e pós-produção de uma curta metragem, filme, documentário, até seu lançamento. O objetivo entre tudo é cativar ao publico, seja ele pré-definido ou não.
O cinema 3D volta com este mesmo intuito, atrair publico para as salas de cinema, até então quase vazias. O publico vê esta tecnologia não como especial, mas como um atrativo diferenciado. “O cinema 3D é uma revolução que vai mudar radicalmente a indústria do cinema nas próximas décadas. Mas ainda está na infância. Não devemos considerar o filme em 3D algo especial”. Disse James Cameron em entrevista para o jornal do Estado de São Paulo (ESTADÃO) á Ethevaldo Siqueira, jornalista.
As produtoras hollywoodianas estão investindo nesta tecnologia, para a retomada de um publico que vive em constante desenvolvimento tecnológico. O cinema como meio atrativo também não poderia escapar desta mudança, a proposito de alavancar a exibição cinematográfica, diante da ascensão tecnológica.
Concluindo, creio que o cinema 3D, nada mais, nada menos veio para tentar aumentar o escasso publico nas salas de cinema. Talvez este atrativo não dure tanto tempo, como diz o pesquisador L. Mark Carrier, por fatores oftalmológicos e neurológicos. Mas que seja bom enquanto dure.